O mercado futuro do trigo encerrou o pregão desta quinta-feira (2) com pequenas variações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT). Apesar das perdas discretas, o mercado segue acompanhando o desenvolvimento da safra no Hemisfério Norte e o avanço do plantio no Brasil, que entra na reta final em praticamente todas as regiões produtoras.
Fechamento dos contratos
Julho/26: US$ 5,90/bushel, com baixa de 2 pontos. Setembro/26: US$ 5,99/bushel, com baixa de 2 pontos. Dezembro/26: US$ 6,14/bushel, com baixa de 4 pontos.
As cotações oscilaram pouco ao longo da sessão, refletindo um mercado à espera de novos direcionadores, especialmente relacionados às condições das lavouras norte-americanas e ao ritmo da colheita no Hemisfério Norte.
No Brasil, o cenário segue distinto. Os preços continuam sustentados pela oferta limitada de trigo disponível para comercialização, enquanto compradores e vendedores mantêm postura cautelosa diante das incertezas sobre o potencial produtivo da nova safra e da qualidade dos grãos.
Segundo informações divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o plantio da safra brasileira de trigo já alcançou 87,3% da área prevista, ritmo superior ao registrado no mesmo período do ano passado e também acima da média dos últimos cinco anos. A semeadura foi concluída em Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul. No Paraná, os trabalhos atingem 93% da área; no Rio Grande do Sul, 85%; em Goiás, 99%; e em Santa Catarina, 28,8%.
As lavouras apresentam evolução considerada satisfatória. Conforme a Conab, cerca de 66,3% das áreas cultivadas encontram-se em desenvolvimento vegetativo, enquanto parte das lavouras já está em floração, enchimento de grãos e início de maturação. A colheita começou de forma pontual em Goiás e Minas Gerais.
Apesar do bom avanço dos trabalhos no campo, o mercado brasileiro permanece atento às perspectivas de produção. A menor disponibilidade de trigo da safra anterior continua limitando a liquidez, fator que mantém os preços internos firmes mesmo com a proximidade da entrada da nova produção.
No cenário internacional, investidores seguem monitorando a evolução das safras dos principais exportadores e a competitividade entre as origens, fatores que continuarão determinando o comportamento das cotações nas próximas semanas.