A Bayer XETR:BAYN anunciou na quarta-feira que está consolidando suas operações de glifosato nos EUA em sua unidade Ruveon, um dia depois de solicitar a Washington a imposição de tarifas sobre as importações chinesas do produto químico usado no herbicida Roundup da empresa.
A Bayer, única fabricante norte-americana de glifosato, solicitou a imposição de tarifas sobre as importações chinesas do produto químico e afirmou na terça-feira que "o negócio doméstico de glifosato, na situação atual, não é sustentável", irritando os agricultores, que disseram que tal medida aumentaria os custos do herbicida.
A unidade sediada em St. Louis, que continua sendo um negócio da Bayer, supervisionará todos os aspectos das vendas de glifosato nos EUA, incluindo preços, estratégias de entrada no mercado, produção e logística, informou a empresa na quarta-feira.
A Bayer afirmou que a consolidação dos negócios fazia parte do plano de reestruturação quinquenal de sua divisão de Ciências Agrícolas.
"Espera-se que a Ruveon seja uma participante mais ágil e bem posicionada em seu mercado baseado em commodities, o que exige uma abordagem especializada para lidar com a dinâmica competitiva", disse a Bayer.
Na semana passada, o grupo alemão de produtos farmacêuticos e agrícolas obteve uma importante vitória judicial quando a Suprema Corte dos EUA bloqueou milhares de ações judiciais em tribunais estaduais que acusavam a Bayer de não alertar os usuários de que o glifosato causa câncer.
A Ruveon será liderada pelo veterano da Bayer, Alfonso Alba Ordonez.